Odeio quando me falam que poderia ser pior. Realmente, eu não me importo se poderia ser pior: já aconteceu, e foi ruim. Não sei se continuo a pensar assim depois de conhecer essa história que aconteceu na família da Bárbara: a avó dela, com câncer em estado avançado (o médico tinha “dado” 6 meses de sobrevida a ela) já estava desacreditada. Para a família, não existia o pior para acontecer (além da morte, claro), mas as coisas poderiam sim, ser piores: ela contraiu dengue. Além de todos os efeitos colaterais da quimio/radioterapia, a pobre senhora ia sofrer também com os sintomas da dengue. Mas as coisas poderiam ser ainda piores, e acabaram sendo: ela foi picada por um escorpião (enquanto estava com dengue). Miraculosamente, sobreviveu a esta sucessão de eventos um tanto quanto infelizes, e contrariando as expectativas ainda viveu por alguns anos.
Mas realmente, não sei se devo esperar o pior para me preocupar.
