E o dia que eu resolvi sair de casa para deixar uma marca? Ok, para ser vândalo talvez, mas ainda assim uma marca. Saí de casa com duas latas de tinta spray, parei em frente ao muro vizinho ao prédio onde morava e, com as mãos trêmolas e sem pensar muito, fiz um enorme coração com a tinta vermelha, para ao lado escrever “Para viver basta não estar morto”.
O primeiro a cair foi o coração: naquela parte do lote fariam um estacionamento; no lugar de “Para viver” agora existe uma entrada do supermercado e daqui a pouco o muro não vai existir mais. E para mim só vai restar a lembrança de que naquele dia eu realmente estava vivo.
Flavinha
é a "vida é dura" ...