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As Canetas Bic, física quântica e o LHC.

11 de Julho de 2008

rapha

As canetas Bic, inventadas na França no começo do século, se tornaram a referência em canetas, principalmente pelo seu preço (há anos não passam de R$1,00). Mas o que é realmente impressionante sobre estas canetas é que elas somem misteriosamente. São raros os casos em que a pessoa consegue acabar completamente com a tinta da caneta antes que ela desapareça. Isso era um mistério até pouco tempo atrás, mas que foi completamente elucidado.

Todas as canetas bic possuem um orifício em sua tampa. O motivo, segundo a companhia, é “evitar que alguém se engasgue com a tampa”, o que tem certo fundamento, mas não revelaram que esse orifício é uma peça chave para o teletransporte quântico das canetas bic. Ao se fazer este orifício, a ponta da caneta fica exposta, correto? Aí está a parte genial da coisa: a ponta da caneta funciona como uma antena, gerando um fluxo eletromagnético que acelera as moléculas do orifício da tampa. Quando a caneta fica em repouso, esta velocidade chega a números altíssimos e no orifício da caneta surge um buraco negro.

Mas então você me pergunta: um buraco negro não destruiria a Terra? Não exatamente. Acontece que os buracos-negros evaporam (liberando a radiação de Hawkings, batizada com o nome do seu descobridor, Stephen Hawking). E mais: quanto menor o buraco negro, mais rápido ele se evapora. As canetas bic geram um buraco negro do tamanho exato de forma a não destruir a Terra, sugar a caneta e enlouquecer seu proprietário.


Ok, mas onde entra o LHC? Para quem não sabe, o LHC, ou Grande Colisor de Hádrons (Large Hadron Collider, em inglês) é o maior acelerador de partículas já feito, e deve entrar em operação no mês de agosto. Ele fica localizado na fronteira da França e Suíça e entre seus objetivos estão a comprovação de existência de formas de matéria que até então são apenas modelos matemáticos e respostas claras sobre a origem do universo. As partículas irão colidir em velocidades tão altas que a energia liberada bem provavelmente irá formar buracos negros e buracos brancos. Sim, buracos brancos, que são o oposto dos buracos-negros, pois liberam matéria ao invés de sugá-la. Que tipo de matéria? Uma dica: a sede da Bic fica na França, o LHC também. TODAS as canetas bic que desapareceram irão surgir de buracos brancos dentro do LHC.

Especula-se que exista um túnel que liga o LHC para um depósito subterrâneo imenso das corporações Bic, onde serão avaliadas e revendidas. Estima-se que apareçam mais de 140 bilhões de canetas, e que se apenas 1% disso puder ser revendido, já representa mais do que a produção anual de canetas da companhia.

Medo.

Alguém tem anti-ácido?

19 de Junho de 2008

rapha

Está aí um dos sites mais bizarros que eu encontrei nos últimos dias. Não é bizarrice no sentido de ser tosco, mas de ser tosco e medonho. Parece que o sujeito conseguiu transportar a loucura de ácido dele para o flash.

Sensacional. 

Ciências Moleculares

23 de Abril de 2008

rapha

Esse ano acho que encaro o vestibular de novo. Depois de pensar bastante, decidi que vou tentar entrar para o curso de Ciências Moleculares, na USP. Muita gente não conhece esse curso, que possui uma proposta bem legal: ele é aquele curso que mistura um pouco de tudo (pelo o que eu andei sondando, os assuntos vão desde de computação até a área de humanas). Um resumo que me passaram é que ele forma “biólogos que entendam física e vice-versa”, então acho que vou gostar!

Ingressar neste curso é a parte mais legal: você deve estar matriculado em qualquer outro curso da universidade, para então participar de outro processo seletivo interno. Eu escolhi fazer o vestibular para Farmácia, que junta tudo o que mais me interessa hoje: matemática, tecnologia e bioquímica. E caso você não goste do curso de ciências moleculares, você ainda pode voltar para o curso de origem e concluí-lo sem problemas.

Só não sei se tento o vestibular esse ano ou no próximo. Em qualquer um dos dois, ainda estou dentro dos meus planos, que incluem não me forçar a concluir um curso de graduação antes dos 30 anos.

Aproveito esse post para fazer um convite: se alguém for prestar vestibular este ano e quiser montar algum grupo de estudos, entre em contato!

A morte e as Invasões Bárbaras

22 de Abril de 2008

rapha

Há algumas noites, assistimos “As Invasões Bárbaras[bb]“, um filme excelente. E não, não é um filme no estilo “300[bb]” ou nada que envolva invasões ou bárbaros.

A história gira em torno de um homem com câncer em estado terminal que vive em crise com seus familiares, e em crise consigo mesmo, por várias frustrações pessoais (talvez formando um círculo vicioso).

Falando objetivamente: as cenas são muito bonitas, as personagens são bem autênticas e a trilha sonora é bem feita. Mas levando pelo lado pessoal, me identifiquei profundamente com o roteiro, pois é o maior conflito que existe entre eu e a minha família hoje: a morte.

Sou a favor da qualidade de vida, acima de qualquer coisa. É cruel o modo como as pessoas persuadem os doentes a se tratarem mesmo quando não há esperança ou quando o tratamento comprometerá significamente a sua qualidade de vida. Meu avô descobriu recentemente que desenvolveu leucemia, e até onde eu sei ele não pretende tratar - atualmente a doença está assintomática, e só foi detectada através de exames de rotina. Eu acho isso uma das coisas mais sensatas que ele já fez, e o apóio incondicionalmente. Para que ele, nessa fase da vida vai se sujeitar a todos os efeitos colaterais de uma quimio / radioterapia, sendo que ainda há tempo de fazer tanta coisa antes que a doença venha a ser um problema de fato? Me pediram que eu conversasse com ele, e talvez o fizesse mudar de idéia. Acabei dando mais apoio. Ninguém é obrigado a pagar pelos erros das pessoas que acham que não passaram tempo suficiente com ele. Saudade passa. Já perdi grandes amigos, de forma natural e de forma trágica, e acredito que temos direito sobre a nossa vida.

Não acho que devemos nos matar por qualquer motivo, ou que nunca devemos tratar doenças terminais. Mas sempre deve existir o respeito à escolha, que deve ser tomada levando em conta a sua relação com o mundo.

O que eu me questiono é: morrer (ou estar bem próximo disso) é como ter um filho? Você imagina milhares de coisas, mas existe uma chance grande de tudo ser como você não espera? Nunca morri ou tive filhos, mas vejo a transformação pela qual as pessoas passam após tornarem-se pais e mães.

Realmente, não faço idéia de como será a minha reação ao chegar perto da morte. Hoje, não acho que seria tão complicado, mas não posso antecipar nada. Ainda não sou pai.

Podem me chamar de egoísta, mas pelo menos vou morrer tranquilo ;D

E você realmente acha que o universo conspira contra você?

09 de Abril de 2008

rapha

Odeio quando me falam que poderia ser pior. Realmente, eu não me importo se poderia ser pior: já aconteceu, e foi ruim. Não sei se continuo a pensar assim depois de conhecer essa história que aconteceu na família da Bárbara: a avó dela, com câncer em estado avançado (o médico tinha “dado” 6 meses de sobrevida a ela) já estava desacreditada. Para a família, não existia o pior para acontecer (além da morte, claro), mas as coisas poderiam sim, ser piores: ela contraiu dengue. Além de todos os efeitos colaterais da quimio/radioterapia, a pobre senhora ia sofrer também com os sintomas da dengue. Mas as coisas poderiam ser ainda piores, e acabaram sendo: ela foi picada por um escorpião (enquanto estava com dengue). Miraculosamente, sobreviveu a esta sucessão de eventos um tanto quanto infelizes, e contrariando as expectativas ainda viveu por alguns anos.

Mas realmente, não sei se devo esperar o pior para me preocupar.

Essa foi quase, Murphy

30 de Março de 2008

rapha

Ontem (sábado) eu e a Bárbara resolvemos comemorar nosso primeiro aniversário de casamento (que é hoje!) com os amigos. A família achou estranho, alguns amigos também, mas o que nós queríamos mesmo era curtir. E para nós tudo, desde a chegada de um sofá novo até a nossa chegada de viagem, é motivo de comemoração.

Inicialmente íamos fazer a festa no Posto6, ali na Vila Madalena. Liguei para lá as 12h de sábado e a simpática atendente me garantiu que eu conseguiria fazer uma reserva a partir das 16h. Ótimo! Disparei os convites pelo Google Calendar, avisei quem estava online pelo IM e aguardei, tranquilo, até as 16h, para fazer a minha reserva. Eis que…

Senhor, nós não fazemos reserva no sábado. A atendente se enganou. Primeiro pensamento: FODEU. Começa a busca por um novo lugar, faltando somente 4 horas para o horário combinado. Depois de uma hora buscando lugares entre sites e indicações de amigos, me deparei com o Geni Club, um bar bem legal que nós já conhecíamos. Liguei para lá, eles já não tinham mais disponibilidade de reservas mas resolvemos ir do mesmo jeito. Se chegássemos as 19h, disse a atendente, podíamos conseguir uma mesa livre para as 10 pessoas.Ótimo! Atualizei o convite e disparei o email (tinha me transformado em um spammer, praticamente).As 18h saímos de casa com o plano de sacar dinheiro e seguir para o bar, com a ilusão que tudo estava resolvido.

Basicamente um dinheiro que eu esperava que tivesse caído na conta não estava lá. Fui tentar sacar do cartão de crédito, e aparentemente ele foi bloqueado por “Excesso de tentativas” (Inclusive preciso checar isso no banco, ver se ele não foi clonado ou algo do tipo!). Ia ser muito chato desmarcar agora, então seguimos para o bar com 40 reais, e a Bárbara com um olhar fuzilante para mim (não trocou uma palavra até estarmos a uma quadra do bar ). É, as coisas não estavam boas para um aniversário de casamento.

Até que resolvi desafiar a maldita lei: será que o cartão estava bloqueado para compras, ou só para saque? Quando torramos nossa grana no bar (tínhamos direito a 7 chopp’s, pelas nossas contas), tentei pagar a conta com o cartão de crédito e deu certo!

A noite foi ótima, o DJ era excelente e tocou músicas do Prince, Stevie Wonder, Tim Maia, e várias outras do Soul, Funk, Samba e afins.

Tinha vencido murphy, enfim.